IURD encobriu causa da morte de jovem adotado de forma ilegal, diz TV

Filho adotivo de pastor teria sofrido overdose, mas Igreja Universal fala em ataque cardíaco

Uma reportagem exibida nesta segunda-feira (18) pela emissora portuguesa TVi acusa a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) de acobertar a causa da morte de Fábio, filho adotivo do pastor Romualdo Panceiro, líder da organização religiosa em Portugal.

O nome verdadeiro do jovem seria Felipe, e ele teria sido separado dos dois irmãos, Vera e Luís, para morar com o pastor no Brasil. Após passar três anos com o religioso, Fábio volta a morar com a mãe adotiva, Alice Andrade, entre os cinco e os 19 anos de idade nos Estados Unidos. No fim da adolescência, ele volta a morar com Romualdo, mas começa a ter problema com vício em drogas.

O pastor e a mãe adotiva apresentam versões diferentes sobre o caso: Romualdo afirma que Fábio foi expulso de casa por Alice e que dormiu um ano na rua; enquanto Alice diz que foi Fábio se recusou viver com os irmãos.

Ainda de acordo com a reportagem, Fábio teria obtido um cargo na IURD, sendo que a igreja usava sua história para convencer fiéis de que a volta à igreja teria o livrado dos vícios. Dois anos depois, em julho de 2015, o ele morre sozinho, num quarto de hotel em Nova York, por overdose.

Alice afirma ter feito o reconhecimento do corpo, tendo sido constatado a overdose. Já a IURD alega que o jovem sofreu ataque cardíaco. No entanto, Alice nunca revelou às autoridades portuguesas a morte deste filho adotivo.

As próximas partes do caso serão reveladas nos próximos episódios da série de reportagem, intitulada 'O Segredo dos Deuses'. A investigação pretende revelar uma rede de adoções ilegais coordenada por membros da Igreja no Brasil e em Portugal.

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