Para pastor, algumas igrejas estão parecendo danceterias aos invés de templos cristãos

O pastor declara que uma igreja precisa ser cheia do Espírito Santo

O pastor da Assembleia de Deus no Tocantins, João Abrantes Viana escreveu um artigo a respeito da igreja de Laodicéia (Apocalipse 3:14) e fazendo uma ligação com algumas igrejas que estão “mornas” e poderão ser vomitadas como diz nos versículos 15 e 16 de Apocalipse.

“A vida da igreja no Novo Testamento foi grifada por uma performance e pacto que não vemos comumente nos dias atuais, ou por falta de conhecimento bíblico ou por pura negligencia espiritual de alguns de seus líderes”, escreveu o pastor da  Assembleia de Deus Madureira da Arse 92, em Palmas.

O religioso citou alguns exemplos de igrejas que se distanciaram do seu verdadeiro propósito, apostando no entretenimento. “Testemunhamos, em muitas igrejas evangélicas um exagerado gelo seco nos cultos, lutas de várias formas para atrair jovens em ringues dentro de igrejas, conversões espúrias que desonram a Cristo, oferecimento de libertações e vitórias que a Palavra não ensinou desta forma aos primeiros cristãos”.

Foi então que ele declarou que muitas igrejas se parecem mais com danceterias. “Algumas igrejas parecem mais uma danceteria ao invés de um templo cristão, onde deve-se fazer diferença entre o santo e profano. Passamos a ser palco de shows artístico e movimentos que temos dificuldades de discernir se é festas rameiras ou cristãs”, criticou.

Falta Cristo, a mensagem da Cruz nessas igrejas, segundo o pastor que é teólogo. “em pão e circo, mas não tem o espírito que convence o homem do pecado, justiça e juízo. Tem dança profética e da carne, mas não profecia e nem interpretação dos dons espirituais. Tem atos proféticos, mas não profeta de Deus”, declarou.

O pastor João Abrantes ensina que na Igreja Primitiva os cristãos buscavam a Deus sobre todas as coisas e renunciavam suas vidas para viverem a vontade de Deus, como lemos em Atos 2:47. “A mensagem de poder e arrependimento era farta de milagres, conversões e manifestação do espírito santo, dons de línguas estranha, profecias, revelações, viviam um pentecoste de fato e de direito”, explicou o pastor.

Mas hoje, os cristãos estão fracos e para fortalecer a fé usam “muletas espirituais”como sal grosso, água benta, sabonete ungido e etc. “As campanhas e rituais praticados, revelam a necessidade de uma fé inflada por fatores alheios ao verdadeiro evangelho, como um combustível inevitável para sustentabilidade e firmeza de muitos”, declarou o pastor.

A falta de uma igreja cheia do Espírito Santo justifica esse desejo por amuletos que se parecem muito com os ídolos da Babilônia e do Egito, que roubam o altar do Senhor. Logo, as igrejas precisam buscar o Espirito Santo para viver milagres verdadeiros e salvar almas.

“Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja que tem a simpatia dos homens e a bênção do crescimento numérico por parte de Deus (At. 2:47). Essa igreja é simpática, amável. Ela é sal e luz. Ela é perfume de Cristo. Ela é carta de Cristo. Ela é a boca de Deus e monumento da graça de Deus no mundo. Essa igreja tem qualidade e também quantidade”, completa.

Leia na íntegra:

Por pastor João Abrantes Viana

Pelos sinais que aparentemente experimentamos nos últimos dias da igreja, ou como o conceito teológico intitula e estudiosos da palavra de Deus entendem, vivemos dias semelhantes os da igreja de Laudicéia. A igreja em Laodicéia é citada no Apocalipse 1:11 e na carta de Paulo aos colossenses (Cl 4:13-16). As cidades de Laodicéia, Colossos e Hierápolis, – Cl 4:13 – ficavam no vale do rio Lico.

Antigamente, a água da cidade vinha, via aquedutos, das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodicéia, a água ficava morna. A qualidade dela não era boa, e a cidade ganhou a reputação de ter água não potável. Ao engolir esta água, muitas indivíduos vomitavam. Semelhantemente, Jesus foi provocado a vomitar de sua boca a igreja de Laodicéia (3:15-16).

Entretanto, o que é morno logo não é quente e nem frio, está aparentemente num estágio de letargia, hibernação total, o que não diz respeito com o desígnio da Igreja de Jesus, de que precisa ser afervorada, altruística e abnegada pelo amor ao evangelho e às almas perdidas.

A vida da igreja no Novo Testamento foi grifada por uma performance e pacto que não vemos comumente nos dias atuais, ou por falta de conhecimento bíblico ou por pura negligencia espiritual de alguns de seus líderes (Os. 4:6). Testemunhamos, em muitas igrejas evangélicas um exagerado gelo seco nos cultos, lutas de várias formas para atrair jovens em ringues dentro de igrejas, conversões espúrias que desonram a Cristo, oferecimento de libertações e vitórias que a Palavra não ensinou desta forma aos primeiros cristãos, e algumas igrejas parecem mais uma danceteria ao invés de um templo cristão, onde deve-se fazer diferença entre o santo e profano. Passamos a ser palco de shows artístico e movimentos que temos dificuldades de discernir se é festas rameiras ou cristãs.

Tudo isso tem, mas não tem O Cristo Crucificado com seu poder para salvar o homem do pecado, e ressocializá-lo como luzes em meio as trevas. Tem pão e circo, mas não tem o espírito que convence o homem do pecado, justiça e juízo. Tem dança profética e da carne, mas não profecia e nem interpretação dos dons espirituais. Tem atos proféticos, mas não profeta de Deus. Tem marcos proféticos, mas não tem profetas que marcam (II Rs. 6:6-7), alguns movimentos que passaram a serem monumentos e logo após mausoléus, sendo verdadeiros sepulcros caiados, apenas ossos secos sem nervos, carnes, peles e espírito de Deus (Ez. 37:1-10). A igreja pentecostal marcou toda sua história desde o seu início por curas, milagres, batismo no espírito santo e salvação de almas. Falar em línguas estranhas era tão normal em todos os cultos e lugares, seja de natureza público ou privado, que o estranho seria um cristão não falar em línguas. Por onde passavam os cristãos deixavam um legado de milagres e operação de maravilhas conforme o que preconiza (At.5:12).

Na Igreja Primitiva, ou seja, a Igreja dos primeiros séculos, os cristãos buscavam a Deus sobre todas as coisas, renunciavam suas próprias vontades pelas de Deus e sua obra. Os cristãos primitivos morriam como espetáculo para o mundo, em arenas, coliseus, das formas mais terríveis: queimados, transpassados, devorados por animais, etc. Mas não negavam a sua fé em Cristo Jesus, e exemplifica com clareza o autor do livro de Atos dos Apóstolos – Lucas “E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos” (At. 2:47).

A mensagem de poder e arrependimento era farta de milagres, conversões e manifestação do espírito santo, dons de línguas estranha, profecias, revelações, viviam um pentecoste de fato e de direito. Diferentemente do que precisamos hoje, muitos cristãos da atualidade tem uma fé fraca, e para fortalecê-la precisa contar com a ajuda de muletas espirituais, que nunca foram observados e nem praticados pelos apóstolos e nem os pais da igreja. Sal grosso, água benta, sabonete ungido, tudo é válido para aguçar-lhe a fé e mantê-los à igreja. As campanhas e rituais praticados, revelam a necessidade de uma fé inflada por fatores alheios ao verdadeiro evangelho, como um combustível inevitável para sustentabilidade e firmeza de muitos.

A Igreja Primitiva, ou seja, a Igreja dos primeiros séculos não desfrutava de prata e nem ouro, mas nutria o poder de Deus como alavanca propulsora para curar, batizar, fazer milagres e maravilhas em nome de Cristo Jesus, o filho do Deus vivo. Muito diferente da igreja atual, que tem ouro e prata, mas não presenciamos os milagres fluir em nosso quotidiano (Mc. 16:18). Seu cristianismo precisa se sincretizar com o paganismo em suas variadas formas, pois O Cristo Vivo, apenas não é o suficiente para mantê-los inabaláveis na fé. Alguns cristãos da igreja atual são neopagão, adora a vários deuses sem se dar conta de que muitos são bezerros de ouro (Ex. 32:4).

Cada amuleto gospel é um ídolo de pedra importado do Egito ou Babilônia. Os milagres vividos e praticados pelos apóstolos na Igreja Primitiva, ou seja, a Igreja dos primeiros séculos, portanto, serviu como um selo de autenticidade da mensagem apostólica de um Cristo Ressurreto e vitorioso. Logo, se concluiu que a diminuição dos milagres no presente momento histórico se dá pelo fato de não estarmos a construir uma nova revelação escriturística e inobservância dos preceitos sagrados como marco dos primeiros cristãos.

Nós, hoje, não temos a autoridade dos profetas e apóstolos do passado e, assim, a necessidade dessa confirmação sobrenatural que é diminuída pela deserção gradativa da intimidade com os dons espirituais concedido a igreja nos primeiros dias pelo Espírito Santo. Não é difícil descobrir na Bíblia o que é o batismo no e com o Espírito Santo. João Batista disse: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11). Há inúmeras interpretações dessa passagem.

No entanto, o próprio Senhor Jesus se referiu a esse batismo como a promessa do Pai (At 1.4) e acrescentou: “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). Essa declaração vincula Mateus 3.11 com a experiência do dia de Pentecostes relatada em Atos 2.2-4. A prova disso é que o apóstolo Pedro identificou a experiência de Cornélio (At 10.44-46) com a promessa anunciada por João Batista e reiterada pelo Senhor Jesus (At 11.15-17).

Está perfeitamente claro para a Igreja Primitiva, ou seja, a igreja dos primeiros séculos, o evangelho era autenticado dessa forma por sinais, maravilhas e milagres de várias formas, por todos que criam, inclusive os apóstolos precursores de uma mensagem salvífica e rica em sinais e prodígios. Isso estava prometido a ser realidade somente para a igreja primitiva? As Escrituras nunca, jamais, em lugar algum, dizem que essas coisas eram apenas temporárias, ou para os apóstolos, nunca! (Mc. 16:17) – os tempos verbais usados neste texto não é presente, ou pretérito e sim futuro – falarão. O tempo verbal futuro indica que o evento ou ação ainda aconteceria no decorrer dos dias ou séculos.

Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja que tem a simpatia dos homens e a bênção do crescimento numérico por parte de Deus (At. 2:47). Essa igreja é simpática, amável. Ela é sal e luz. Ela é perfume de Cristo. Ela é carta de Cristo. Ela é a boca de Deus e monumento da graça de Deus no mundo. Essa igreja tem qualidade e também quantidade. Ela cresce para o alto e também para os lados. Ela tem vida e também números. Uma igreja cheia do Espírito teme a Deus e experimenta os seus milagres. Uma igreja cheia do Espírito é formada por um povo cheio de reverência e temor (At.2:43). Ela tem compreensão da santidade de Deus. Ela se curva diante da majestade de Deus. Ela tem a agenda aberta para as soberanas intervenções de Deus. Ela crê nos milagres de Deus e os pratica com a manifestação dos dons espirituais.

Os dons espirituais jamais cessaram e nunca irão cessar. Dizer que os dons espirituais cessaram é o mesmo que dizer que Deus mudou, e isso fere diretamente o Seu caráter Santo e Imutável, que é um dos atributos divino ou a imutabilidade de Deus. A palavra de Deus afirma que “céus e terra passarão, mas, que a Sua Palavra não há de passar” (conforme Lucas 21,33). E, ainda, neste ínterim, a Bíblia afirma: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” Tiago 1.17.

Para finalizar, a Bíblia ensina que as manifestações dos dons do espírito santos distribuído à Igreja Primitiva, ou seja, aos cristãos do primeiro século, e empregado para a evangelização do evangelho, como operação de maravilha, falar em línguas, batismo com o espírito santos, são mecanismo dado por Deus principalmente para a edificação pessoal de cada cristão e da igreja. Nem todo o crente fala em línguas, mas é um dom que devemos desejar e buscar incansavelmente (I Co. 12:31). O falar em línguas deve ser controlado para não causar desordem nos cultos (I Co. 14:27-28). O que precisamos urgentemente é voltar ao primeiro amor (Ap.3:18), e viver um evangelho pregado de maneira simples, mas alavancado por resultados poderosos em curas, milagres, batismo com o espirito santo, e o mais importante, salvação de almas (At. 2:46-47). Sem essa premissa, a igreja torna-se apenas um mero mecanismo de divulgação de um evangelho sem poder e sem o cumprimento de sua verdadeira chamada, o Ide de Jesus.

Via: JM Noticias